Interventor pede dispensa como testemunha de dom José Ronaldo

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A defesa do arcebispo de Uberaba, dom Paulo Mendes Peixoto, pediu à Justiça para o administrador da Arquidiocese de Formosa ser dispensado como testemunha do processo que investiga desvios de R$ 2 milhões em paróquias do município do Entorno do DF. Entre as razões elencadas pelo advogado Lucas Furtado de Vasconcelos Maia, o fato de o religioso ir de 15 em 15 dias e não ter domicílio na cidade goiana que está no epicentro do escândalo.

Dom Paulo Peixoto tinha sido arrolado como testemunha de defesa do bispo dom José Ronaldo, acusado de comandar os desvios. A oitiva dele e de outras 32 pessoas apontadas em lista pela defesa do religioso estava marcada para começar no dia 9 de agosto. Dom Paulo alega ter um compromisso inadiável nessa data, em Uberaba.

O pedido de dispensa de depoimento foi feito ao juiz Fernando Oliveira Samuel, da 2ª Vara Criminal do município goiano. No dia 10 de maio, o magistrado disse que não é preciso ouvir o papa Francisco, também arrolado como testemunha de defesa de dom José Ronaldo.

Na mesma decisão, o juiz marcou para o dia 9 de agosto a audiência que vai começar a oitiva dos réus e das testemunhas do processo. Devido à quantidade de pessoas, a instrução ocorrerá no salão do fórum destinado ao Tribunal do Júri de Formosa.

“Em uma eventual insistência na oitiva, o que será contraproducente diante do sigilo do ofício, requer que seja realizada por meio de carta precatória na comarca de Uberaba, onde mantém domicílio certo”, disse o advogado.

Operação Caifás
Dom José Ronaldo está no centro das denúncias do Ministério Público de Goiás (MPGO) contra a Diocese de Formosa. As investigações começaram após o MPGO ter recebido queixas de fiéis que desconfiaram das irregularidades, supostamente iniciadas em 2015.

Entre as suspeitas, estava o fato de as despesas da casa episcopal de Formosa, onde o bispo mora, terem passado de R$ 5 mil para R$ 35 mil desde que dom José Ronaldo assumiu o posto. Além disso, segundo interceptações telefônicas, o grupo teria usado o dinheiro para comprar bens, como fazenda de gado, casa lotérica e veículos de luxo.

No total, nove pessoas foram presas na Operação Caifás, deflagrada em 19 de março. Quase um mês depois, no dia 17 de abril, a Justiça mandou soltar sete religiosos, entre eles o bispo dom José Ronaldo.

A defesa dos envolvidos nega as irregularidades e declara a origem dos recursos como “fruto de muito trabalho dos padres”.

Fonte: Jornal Metrópoles Brasília

link: https://www.metropoles.com/distrito-federal/entorno/interventor-pede-dispensa-como-testemunha-de-dom-jose-ronaldo

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